Catarina Fernandes
Portimão, 1994


É no Sul que se apaixona pelo desenho e na areia que cria com as mãos.
Os pais recordam-na, ainda criança, a desenhar o que observava nos espetáculos escolares da irmã, onde cada mudança de cena era uma nova oportunidade de re-imaginar o mundo.

Cresce como uma gaivota, "asas de vento e coração de mar", mas é na capital que ela levanta voo.



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No Chapitô, descobriu a simbiose perfeita entre o desenho, o teatro e o circo, o que a levou à licenciatura em Design de Cena pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Mais tarde, segue rumo para o Porto e torna-se Mestre em Artes Cénicas na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, onde consolidou o seu pensamento crítico e a sua prática cenográfica.

A sua trajetória desenha-se na intersecção entre as artes performativas, as artes plásticas e o trabalho com comunidades, procura transformar espaços em "lugares de escuta", promovendo a partilha e o encontro através da materialidade.

Destaca os encontros com a A Bolha - Companhia de Teatro com Marionetas, Companhia de Atores, GTT - Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos, KILIG - Teatro, Circo e Cinema, Teatro O Bando e  Soif Totale (Bélgica). 

No limiar entre o dentro e o fora de cena destaca a exposição “Singradura” (2019) com curadoria partilhada em celebração dos 50 anos do GTT; a obra “Gentis versus Mentis” (2022) como artista selecionada na MNJC - Mostra Nacional de Jovens Criadores do Gerador na categoria de Ilustração; co-criação do projeto “Casa” (2024) inserido no projeto de Criação Cénica da ESMAE; e co-criação de “a morada de uma vida inteira” (2025) uma instalação site specific inserida na Casa do Comum (Lisboa), na exposição FOGO DELUXE. 

Continua a sua investigação observando a cenografia como um campo que habita numa trama elástica, sensível de escuta, onde memória, objetos e espaços participam ativamente num processo individual e coletivo, e de resignificação. 

Atualmente integra a direção da APCEN- Associação Portuguesa de Cenografia, com a missão de unir prática artística à reflexão crítica, através do encontro e partilha entre profissionais, professores, estudantes, criadores e investigadores em torno da cenografia.

"Uma gaivota voava voava,
asas de vento, coração de mar."
Ermelinda Duarte, Somos Livres.

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© Jenniffer Lima Pais

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