1001 NOITES IRMÃ PERSA

© Rita Santana
Captura de ecrã 2026-03-11, às 23.38.27

Construção dos figurinos com tear e cortiça.

Captura de ecrã 2026-03-11, às 23.38.35

IRMÃ PERSA é uma história de sororidade, constância, subversão e coragem.
Num certo tempo e lugar, existe um homem Rei chamado Xariar, que vive fechado nas suas próprias sombras. Todas as noites casa com uma mulher e todas as manhãs a manda matar. Todas as manhãs o galo canta e já uma mulher jaz.  Existe um pai, que também é ministro e que também é carrasco do homem Rei. Vizir, pai de duas irmãs, Xerazade e Dinarzade, é o homem sombra do homem Rei, sem voz, nem cor, mata e marca o ritmo dos ciclos do tempo ao matar.
As duas irmãs fervilham de sombra e de luz, debatem-se e imaginam-se, preparam-se. Elaboram um plano para salvar as mulheres e o seu povo.
Tudo começa no escuro, do negro que o todo cria, dos espectros simbólicos e antiquíssimos da passagem do tempo, que estão na terra, no ar, na água, no fogo, que estão nas nossas células, que se misturam com as árvores e se aproximam de nós para nos mostrarem a antiga história da humanidade cruel, cheia de prisões e de sistemas que nos tentam tirar a luz.
O diálogo com a sombra vem de muito longe, como o passar de sabedoria à volta do fogo, nas cavernas.
A sombra é território de toda a humanidade, de todos os seres vivos sem excepção.

texto de autores anónimos traduzido do árabe por Hugo Maia
dramaturgia e encenação: Suzana Branco
elenco: Fabian Bravo, Rita Brito e Tara Fatehi
cenografia: João Brites
apoio à cenografia: Rui Francisco
música: Jorge Salgueiro
figurinos e adereços: Clara Bento
assistência e execução criativa: Catarina Fernandes e Isabel Castan

corporalidade: Vânia Rovisco
desenho e retroprojecção: Maria Taborda

desenho de luz: Maria Taborda e Rita Louzeiro

Investigação: Sabri Zekri Arabzadeh

produção: Inês Gregório

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